"Domine Deus Omnipotens em Cuius Manu Omnis Victoria Consis"

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

____ S2 ____


Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes

Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

3 comentários:

Emerson Donizeti Batista disse...

Sempre é bom lembrar Vinícius, né?
Lindo poema.
Aliás, lindo blog!
Parabéns!

Moni disse...

esse soneto é uma das maiores verdades....
vim aki no seu blog pq vi os nossos nomes iguais... seu moni vem de q ? beijos

Moni disse...

oi moni, o meu moni é de Monik... quase igual hehehe

Ah!
pode vir sempre no meu blog chará... rs.. beijos